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quinta-feira, 16 de setembro de 2010



Se passam dias e a palavra probiótica é problema, eu sentada numa velha cadeira em frente ao estábulo da janela observando o tempo, as pessoas, o sol, as flores, a neve, as folhas, pessoas brancas, negras, pardas e pálidas, me observando lá de baixo tentando entender o que eu fazia ali, todos os dias, aquela garota triste e sem sal, e por engraçado que pareça eram sempre as mesmas pessoas, que passavam naquela movimentada e florida avenida.
Mas, dentro de mim as lembranças se vagavam entre os dois lados, que quase se rompiam de medo, minhas mãos estavam permanentemente molhadas, meus pés perambulavam de um lado para outro diante daquele pavimento gelado, meu quarto não estava de jeito nenhum arrumado, no meu celular que estava jogado na escrivaninha marfinosa ainda tinham aquelas mensagens sobordinadoras que você sempre me mandava com o objetivo de me deixar feliz naquele momento tão triste. O papel de parede ainda era o mesmo, aquela imagem que sempre quando eu via minhas pálpebras se molhavam, junto ao celular estava meu computador pessoal, conectado ao CHAT e seu nome se dizia disponível, mas eu nunca estava afim de conversar com ninguém, como não era comum, estava também no computador seu histórico, de exatamente 3 meses e 13 dias, acordei, como pude sonhar com aquilo? Com o fim? Seria o bastante para eternizar? Nada que eu pensava logo após de ter adormecido acontecia, não aconteceu, foi variável, uma subdita paixão. Laura

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